Fim de ano

por aderaldo

Sob a luz dos olhares estrangeiros
O menino Aderaldo se esquiva
A pupila em seu olho é diamante
Mesmo opaca se vê que está ativa
Todo o corpo é o olho que, brilhante,
Ilumina as veredas, chama viva.

Sua voz é cabeça de aríete
Represada que já não se contém
Os dormentes não sustentam seu trilho
Nem suportam as rodas de seu trem
Se a sua pupila excede em brilho
Não se sabe a origem desse bem.

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