Apresentações

por aderaldo

Quando de trabalhos acadêmicos fazemos sempre uma breve apresentação. Entreguei um trabalho de início de confecção de tese de doutorado há algum tempo e me surpreendi com o que escrevi lá. Como todo alcoólatra (já disse), sou pretensioso. Se não, leiam:

Breve apresentação

Este conjunto de escritos contém três partes distintas. Representam: a primeira, mapa ou organograma dos estudos e leitura feitas no segundo semestre de 2005 para compreensão do que está acontecendo no mundo no que diz respeito a cultura e produção artística na era globalizada. Foram leituras feitas em inglês tratando da presença do movimento Hip Hop nas culturas européia, japonesa e islâmica. A importância para o tema da tese é relevante na medida em que a violência assume o papel de musa inspiradora e o cenário social de seus ativistas é a rua, o gueto, a segregação, as drogas, o sexo, o lixo, a desigualdade social, a diferença atribulada e outros.

A segunda parte são anotações feitas em inglês sobre a Modernidade Reflexiva e o Risco Global. Temas abordados durante as aulas do professor Eduardo Portella que se mostraram extremamente ricos para o entendimento das novas poéticas periféricas e excluídas. O risco está em toda parte e ele mesmo se transforma em musa e agente artístico-literário. O funk carioca é um de seus porta-vozes e a literatura de Férrez um ícone desse fazer. O aparecimento da CUFA, Central Única das Favelas, no Rio de Janeiro é um fato importante para confluência militante e exemplifica o título da tese: a cidade dos lázaros.

A terceira parte é o trabalho inicial desse caminhar. A reflexão sobre progresso, tecnologia e bem-estar social. O tema é a utopia do futuro. A partir da leitura de futurólogos como Hermann Kahn, Alvin Toffler e John Naisbitt construímos um esboço de cenário, ou pano de fundo para a emergência dessas novas manufaturas artísticas, dissidentes do cânon acadêmico.

Queremos ainda pensar sobre Terrorismo e literatura, O Islã e seu caminho poético, Arquitetura e medo urbano e Poéticas de celebração. Procuramos o caminho, sabendo que ele se faz ao caminhar, basta olhar para trás e se verão os próprios passos.

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