Aderaldo Luciano

cordel e outros laços

Orientações para a entrega das avaliações

1. As avaliações devem ser entregues em PAPEL ALMAÇO (nunca em folha de caderno, nem papel de ofício ou A4); manuscritas; contendo cabeçalho com nome da faculdade, curso, nome, período e matrícula do aluno, na ordem de cima para baixo, alinhado à esquerda; com letra legível; limpas e sem rasura; datadas e assinadas.

2. As respostas iguais serão julgadas cópias e avaliadas com a nota mínima.

3. Serão recebidas até às 21:20h do dia 21 desse mês.

A honestidade intelectual é uma ferramenta dos homens de bom caráter. O seu contrário é uma praga, uma doença que, infelizmente, infecta os bancos de nossas escolas. Não seja esse o nosso caso.

Obrigado e boa sorte!

Avaliação de Literatura Brasileira

Caráter Individual

Questão Única

Analise, comparando-os e inserindo-os no contexto ideológico do Romance Social de 30, os trechos abaixo, retirados dos romances A Bagaceira, de José Américo de Almeida, O Quinze, de Rachel de Queiroz, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos:

Os fantasmas estropiados como que iam dançando, de tão trôpegos, e trêmulos, num passo arrastado de quem leva as pernas, em vez de ser levado por elas. (A bagaceira)

Em toda a extensão da vista, nem uma outra árvore surgia. Só aquele velho juazeiro, devastado e espinhento, verdejava a copa hospitaleira na desolação cor de cinza da paisagem. (O quinze)

Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa deserta. (Vidas secas)

Boa sorte! Amém?

Avaliação de Literatura Portuguesa

Caráter Individual

Escolha uma das questões para responder

1. O poema de José Neumanne Pinto, transcrito abaixo, é um típico texto no qual abunda a intertextualidade. Pede-se encontrar referências a personagens e fatos do livro Memorial do Convento, de José Saramago, relatando o papel de cada um na trama tecida pelo escritor português.

A SEARA DE SARAMAGO

Esta língua é minha semente,
machado de mulato do morro,
pátria de poeta lisboeta.

Esta língua é minha visão,
o sol do soldado caolho,
a mão do soldado maneta.

Esta língua é minha música,
na palavra do padre pregador,
no pássaro do padre voador.

Esta língua é minha mulher
tem cuidados de mãe
no leito da amante.

Esta língua é minha rosa,
tem perfume dos sertões gerais,
tem sabor de vinhos do Porto.

Esta língua é meu cavalo
para subir cidades e serras,
que a brisa do Brasil beija e balança.

Esta língua é fel com mel,
cantigas a palo seco
de ninar o futuro.

Esta língua é meu coração,
na tortura, na paixão
e no sal amargo da purificação.

Esta língua é jóia africana,
ela caça a onça caetana,
ela cruza a légua tirana.

Esta língua é fruto de meu ventre,
mata sede de amizade,
me arma nos bons combates.

Esta língua não é de viver,
língua de navegar e de lamber
e de dançar o tango argentino.

Esta língua é meu berço,
esta língua me conhece,
esta língua é meu caixão.

2. A partir da reflexão abaixo, disserte sobre o tema do livro e a posição do narrador de Os cus de Judas, de António Lobo Antunes:

O branco veio com um chicote e bateu no soba e no povo.

Boa sorte! Amém?

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