Segundo encontro da Roda de Cordel

por aderaldo

Nosso segundo encontro da Roda de Cordel está marcado para sexta-feira, dia 18 de março, a partir das 19:00h, na Sede da Apeoesp, à Praça da República, 282, Centro de São Paulo. Saiba o que é esse círculo de estudos:

Apresentação

Roda de Cordel é um círculo de estudos sobre o cordel brasileiro. Aparecido no final do séc. XIX, no Recife-PE, onde foi impresso e ganhou a forma poética que o distingue, essecordel não ficou estático, congelado no passado como alguns pesquisadores teimam em afirmar. Tampouco é uma literatura de analfabetos ou semi-analfabetos, como querem outros. Vivo e pujante, sempre se reinventando em sua própria forma fixa, o cordel exige, para orientar aos que querem se aprofundar em suas entranhas formais e sociais e culturais, ser observado para burlar os erros, os equívocos e as falácias sobre si: o eixo condutor dessa Roda de Cordel.

Ementa

História do cordel brasileiro. Pioneiros, continuadores e contemporâneos: entre a geração Princesa e a geração Coroada. Elementos fundamentais do cordel brasileiro. Editores e editoras. Escrevivência do cordelismo. O cordel brasileiro hoje.

Programa

1. ARQUEOLOGIA DO CORDEL

a) História: a geração Princesa

Leandro Gomes de Barros e a fundação do cordel
Silvino Pirauá de Lima, o poeta enciclopédico
João Martins de Athayde, o mercador da poesia
Francisco das Chagas Batista e a Popular Editora

b) O Pavão Misterioso, divisor de águas

José Camelo, o helicóptero em forma de pássaro
Delarme Monteiro, as torres e o encantamento
Antonio Teodoro, o poeta garimpeiro
Eneias Tavares, de realidade e ficção

c) Cordel e outras artes

Manoel Camilo, Wladimir Carvalho e Orígenes Lessa: ecos de São Saruê
Leandro Gomes de Barros, José de Alencar e Luís Jardim: o boi misterioso
Azulão, Ariano Suassuna e Guel Arraes: os compadecidos
Pedro Monteiro, Homero Fonseca e Ciro Fernades: romances e madeiras

2. LITERARIEDADE DO CORDEL

a) Conceitos fundamentais do cordel

Métrica, ritmo, rima, estrofação

Cordel e lírica
Cordel e épica
Cordel e drama

b) As adaptações em cordel

Memórias póstumas de Brás Cubas, de Varneci Nascimento
O corcunda de Notre Dame, de João Gomes de Sá
A megera domada, de Marco Haurélio
O alienista, de Rouxinol do Rinaré
Os miseráveis, de Klévisson Viana

c) Erros, equívocos e falácias sobre o cordel

Cordel e repente: um erro concertável
Cordel e xilogravura: um erro acadêmico
Cordel e cantoria: equívoco modal
O cordel brasileiro e o cordel português: distâncias de além-mar

Carga horária e certificação

A Roda de Cordel – círculo de estudos sobre o cordel brasileiro acontece em encontros mensais de aproximadas duas horas e meia por 11 meses, totalizando 27 horas. Dependendo da demanda os encontros podem aumentar seu número. De início acontecerá na Sede da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo), à Praça da República, 282, no centro da cidade de São Paulo, mas o seu intuito é ser itinerante por locais a serem divulgados antecipadamente. Alertamos que estamos em conversações com faculdades de Letras para agregar a Roda de Cordel aos seus cursos de extensão para que possamos certificar os particpantes.

Bibliografia

A bibliografia básica, além dos textos inseridos no próprio corpo do programa requer basicamente: Literatura de cordel: uma poética para os heróis degolados, dissertação de mestrado do professor Aderaldo Luciano e Literatura de cordel: visão e re-visão, do mesmo professor, além de Breve história da literatura de cordel, do pesquisador Marco Haurélio e o Literatura Popular em Verso – Estudos, da Fundação Casa de Rui Barbosa

A Curadoria e a Coordenação

A Curadoria é de Nando Poeta, professor, formado em Ciências Sociais pela UFRN. Poeta cordelista engajado, autor de vários títulos entre os quais Mulheres em luta e A arte de lutar nos quais atualiza uma antiga tradição do cordel: o engajamento social, inaugurado por Leandro Gomes de Barros e Chagas Batista.

A Mediação é do professor Doutor Aderaldo Luciano, pesquisador do CNPq, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, autor de O auto de Zé Limeira e coordenador editorial da Editora Luzeiro, a principal casa de publicações em cordel brasileiro.

 


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