Aderaldo Luciano

cordel e outros laços

Pinto do Acordeon

       

A Vila de Patos assistiu abismada à primeira peleja entre dois bons repentistas. Um, negro e escravo, Inácio da Catingueira. O outro, branco e livre, Romano da Mãe d’Água. Um, ao som do pandeiro, o outro, ao som da viola. Noventa anos depois, em 1964, a mesma vila, agora cidade, olhava o moço Francisco Ferreira de Lima, trocar passos tímidos pela rua principal, molhado pela água do Piancó, nutrindo grandes esperanças, sob o céu da morada do sol.

A geração que se seguiu obrigou-se a ver e a ouvir a timidez transformar-se em ousadia. Respirando o ar dos poetas, pois Patos está a meio caminho entre Pombal, de Leandro Gomes de Barros, o pai do cordel, e a Serra do Teixeira, de Silvino Pirauá, o poeta enciclopédico, o jovem Francisco criou seu próprio terreiro para o arrasta-pé. A lua nova e vermelha, o sol espadaúdo, a terra crespa e calcárea, as plantas desconfiadas e os animais desafiadores, foram motivos para seu desasnar.

O olhar do homem furou o ventre das coisas, escaneou suas vísceras, revirou seus mistérios, escrutinou suas entranhas. A mão do homem deslizou pelas teclas sensíveis da concertina, seus dedos pressionaram os pinos, procurando os sons baixos e harmônicos. Os pés do homem organizavam o primeiro passo, sentindo o caminho, testando o equilíbrio. A cabeça erguida, o queixo pra frente, a barriga desforrada e o pulmão vertendo cem mil libras de oxigênio, vibrando as cordas vocais: era Pinto do Acordeon.

O sertão é meu lugar, de Moreira de Acopiara

           

José Aderaldo Castello, no segundo volume de A literatura brasileira – origens e unidade, elege Graciliano Ramos como um autor-síntese do Regionalismo Brasileiro. Explica que as características do romancista alagoano são suficientes para determinar os caminhos e as características da produção regionalista. Alinhados com o pensamento de Castello podemos afirmar que Moreira de Acopiara é um poeta-síntese dentro da produção literária nordestina. Observação autenticada pelo diálogo entre sua origem e sua formação.

Moreira cresceu ouvindo poetas da oralidade e amadureceu lendo os poetas escritores. Tanto o baião dos violeiros repentistas, aquela sonoridade que, aos leigos, parece monocórdica, como a voz cantada de Patativa do Assaré, engravidaram sua pena. Mas não se deve refratar desse veio a voz grandiosa dos vaqueiros desenvolvendo outra melodia mais arrastada, regida pelo tilintar dos chocalhos das reses, ao pôr-do-sol. Inclua-se também o dialogar ríspido dos pandeiros nas refregas poéticas dos coquistas emboladores. Em sua letra encontram-se esses signos.

Não demorará mais, quem busque, a encontrar outros elementos orais: o tempo de elaboração dos glosadores, numa roda de glosas, pulhas poéticas, divinações rimadas, contos folclóricos e tradicionais, danças e cantos dramáticos, benditos e ladainhas. Está tudo lá, submerso no estrato gráfico de seus poemas. Alimentado pelos ouvidos, parte para aliviar os olhos com os clássicos da rima do povo e com os vanguardistas experimentais. Senta-se no banquete dos poetas matutos e deita-se na rede dos poetas de cordel.

Em sua pele encontraremos as marcas da diáspora, em sua alma os anseios míticos do eterno retorno. A migração não lhe arrancou a terra do sol, o sertão brabo, como diriam os apologistas sertanejos, mas também não lhe fechou o corpo à urbanidade. Os atalhos poéticos de Moreira vão de uma a outra paisagem com mansidão e passo calmo. A musa sertaneja e a musa litorânea, os apelos do cariri e as buzinas paulistanas, adormecem e madrugam no cais de sua inspiração. Daí para o éter, de lá para a eternidade.

O cordel, o soneto, o poema curto, a sextilha, as décimas, os decassílabos regozijam-se em seu fazer poético. Este livro é uma pequena mostra do seu vasto potencial, é uma antologia dos seus cinquenta anos, uma breve sombra no sol a pino do seu escreviver. Se me fosse dado o direito de escolher um nome para este volume, eu o chamaria de Os óculos de Deus. Mas não me foi pedido esse privilégio. 

 

Cordel: sua história, seus valores, de Marco Haurélio e João Gomes de Sá

                       

Muito já se falou no Brasil sobre o cordel. Muito já se escreveu. Muitos poetas tentaram contar sua história. Pesquisadores quiseram determinar-lhe a origem, bem como suas características. A maioria prendeu-se a elementos de difícil comprovação.Aalguns ficaram nos limites da repetição, enjaulados em seus gabinetes.

Você que vai ler este Cordel: sua história, seus valores terá um apanhado historiográfico resultado da pesquisa e da vivência dos autores, ambos envolvidos com o cordel desde a mais tenra idade. Ambos envolvidos no processo criativo e editorial cordelístico, apesar de jovens, respirando as rimas e as tintas da impressão.

Marco Haurélio é o poeta-pesquisador, autor magistral de versos preciosos, e também descobridor de talentos, conhecedor das minúcias poéticas. Tendo chegado a São Paulo veio direto para a Luzeiro estruturar as publicações e estudar o acervo e os poetas. Transformou-se no editor de sucesso, responsável pela difusão do cordel na metrópole paulistana.

João Gomes de Sá é o poeta, professor, xilógrafo e folheteiro. Autor de histórias bem trabalhadas com versos nada rústicos. Veio das Alagoas desafiar os arranha-céus com sua pauta poética, carregando centenas de imagens e promovendo o cordel. Conhecedor dos clássicos literários, arrastou-os pelo pescoço para o sertão dando-lhes novas cores.

Da conjunção desses dois poetas, surge esse mapa do cordel no Brasil, dos pioneiros aos nossos dias.  É uma aperitivo no qual o cordel fala de si mesmo, como se estivesse na varanda de casa, na cadeira de balanço, vendo desfilar, na amplitude do seu terreiro, os heróis desde Pirauá, entre Teixeira e Recife, até Julie Ane no Ceará de luz.

Esta segunda edição recebeu tratamento de clássico, clássico que já é. Nós que amamos e fazemos o cordel contemporâneo agradecemos a Marco Haurélio e João Gomes de Sá a oportunidade que temos de abrir nossos olhos e observar o nosso compromisso.  Temos certeza que, naquele futuro com o qual sonhamos, quando o cordel estiver vestido de sol, esta história do cordel terá sido das primeira luzes do século XXI.

A chegada de Lampião no céu, de Rodolfo Coelho Cavalcante

                   

O capitão Virgulino Ferreira, o Lampião, mandatário do sertão nordestino, o mais famoso cangaceiro, foi absoluto enquanto viveu. Não respeitou lei, nem rei, soberano que era. Dominou a paisagem entre Ceará e norte da Bahia, e sucumbiu em Sergipe. Sua história, de vida e de morte, é repetida há aproximadamente 70 anos. Durante a vida, caiu na boca do povo, depois da morte caiu na pena dos poetas. O cordel, quando encontrou Lampião, celebrou o nascimento de seu herói e fomentou o roteiro de um mito.

A história elaborada por Rodolfo Coelho Cavalcante está inserida no braço épico do cordel brasileiro. A poesia épica se caracteriza por apresentar elementos históricos, aqueles que realmente aconteceram, e mesclar seus personagens com fatos maravilhosos, colocando-os no reino da fantasia. E foi isso que aconteceu com Lampião. O poeta José Pacheco narrou A chegada de Lampião no Inferno. Se a vida do cangaceiro foi trágica, seu desembarque no reino das trevas foi emoldurada pela comédia. Rodolfo tratou de outra forma n’A chegada de Lampião no Céu.

Não há comédia, há reflexão. O céu transforma-se em um tribunal, no qual um arrependido bandoleiro recorre a Nossa Senhora, solicitando intercessão. Recebe a graça do abraço maternal da Mãe de Deus, mas não poderá ficar no lar celestial, tendo que passar primeiro pelo Purgatório, onde amenizará sua culpa. Na mesma cena, vemos o enviado do Diabo, o cão Ferrabrás, ser expulso do tribunal, não recebendo nenhuma autoridade sobre a alma do réu.

Esta nova edição procurou conservar intacta a versão primeira do folheto, não mexeu nos pequenos problemas de rima e métrica, nem tentou corrigir alguns deslizes gramaticais por entendermos que, no campo poético, é facultativo ao autor procedê-lo ou não. Cabe ao leitor identificar esses mínimos problemas e, aos professores que queiram trabalhá-los com seus alunos nas aulas de Língua Portuguesa, fica reservada a tarefa de apresentar-lhes saídas. Uma maneira lúdica de surpreender-se com osmistérios da norma culta.

Breve história da literatura de cordel, de Marco Haurélio

                           

A literatura de cordel, o cordel, nasceu no final do séc. XIX, fruto da confluência para a cidade do Recife, de quatro poetas nascidos na Paraíba.  Silvino Pirauá de Lima, Leandro Gomes de Barros, João Martins de Athaíde e Francisco das Chagas Batisa formaram a Geração Princesa do cordel.  A reunião desses quatro cumpriu aquilo que Luís de Camões  prediz no seu clássico epopeico Os Lusíadas: quando o engenho e arte se encontram, boa coisa há de sair. E foi isso. A poesia rimada nordestina encontrava na capital pernambucana as, então, modernas máquinas de impressão tipográfica, os prelos europeus.  Daí para a composição dos folhetos e sua comercialização bastou o gênio de Leandro Gomes, o primeiro poeta-editor do Brasil. Escreveu, imprimiu e comercializou suas póprias obras. E viveu a vida exclusivamente dessa prática, passando para a história como Pai do Cordel brasileiro.

Durante muitos anos, vários pesquisadores procuraram o caminho mais fácil para explicar a gênese do cordel no Brasil. A maioria, até final da década de 80, atribuía ao cordel uma herança ibérica, por achar que no cordel brasileiro residiria elementos iguais e semelhantes ao produto português ou espanhol. Teimavam em ignorar a originalidade do nosso produto e necessitavam de um cordão umbilical transatlântico para corroborar a importância do cordel. Talvez nunca tenham tido em mão algum exemplar de folheto de cordel português para atestar a profunda dessemelhança. O cordel português reproduzia obras clássicas como as peças de Gil Vicente, canções de gesta , orações, vidas de santos e outros assuntos. Não havia a produção escrita própria e autônoma. Tampouco o seu veículo, livreto ou coisa parecida, folhas volantes, também não respeitavam a semelhança. Mas foi essa desinformação que passou para nós.

De outra forma, os mesmos pesquisadores fizeram-nos crer que o cordel como ele é seria tão somente a extensão escrita do universo oral dos cantadores e repentistas nordestinos. E a partir dessa outra contra-informação foram colocando no mesmo caldeirão as modalidades da cantoria nordestina, os próprios folhetos de cordel e todo e qualquer tipo de construção poética que trouxesse em sua forma elementos de rima e métrica supostamente oriundos do Nordeste ou que com eles dialogasse. Chegou-se ao cúmulo de indicar algumas obras de Castro Alves como sendo cordel, ou um proto cordel. O importante é que, levando em consideração esse aspecto, caíram no mesmo embornal  cocos, cirandas, maracatus, martelos, qualquer manifestação poética rural. E o cordel deixou de ser a produção escrita, a obra feita, o fruto do trabalho de um poeta de bancada, ou de gabinete, para ser um espectro oco no qual muito recheio acabou por nublar o recheio principal.

Essas duas gêneses citadas acima tornam-se contraditórias a quem, pelo mais leve debruço, queira problematizá-las.  Verifiquemos: se o nosso produto cordelístico fosse tão somente a versão escrita da oralidade dos cantadores, o de Portugal deveria ser o prolongamento da oralidade de trovadores, menestreis, jograis e segreis. E não o foi. Toda a produção oral desses, ou se perdeu, ou foi transformada nas tradicionais cantigas de amor, de escárnio ou de maldizer. Não nos consta que o cordel português veiculasse tais motivos. Como dissemos acima o conteúdo cordelístico português era de outra modalidade. Mais uma vez usamos a palavra infelizmente para lamentar que outros estudiosos e pesquisadores em vez de investigar apenas repassaram os esses equívocos conceituais. Mas ao mesmo tempo comemoramos, pois a lacuna aberta por eles pedia preenchimento e, agora, com essa Breve História da Literatura de Cordel se inicia esse processo.

Ao fazer esta apresentação, até certo ponto desnecessária, nós celebramos o encontro e a oportunidade. Celebramos o encontro porque o autor, Marco Haurélio, é um mestre da literatura de cordel que reúne além dos requisitos de poeta, os predicados de pesquisador e a visão de homem de mercado, atuando com o mesmo afinco nessas três dimensões do fazer literário. Escrevendo cordel desde os seis anos de idade, Marco viajou para São Paulo com seus cordeis sob o braço para publicá-los pela famosa Editora Luzeiro. Já havia levado um não, mas não desistiu. Dono de uma memória bem servido, com trechos de cordeis clássicos e cordeis inteiros decorados, além de conhecedor da história do cordel, Marco acabou por se fixar como a personalidade para a qual outros poetas acabaram convergindo. Com seus cordeis publicados, reconhecida a pena e a letra, passa a atuar no mercado editorial como curador da coleção Clássicos em Cordel da editora Nova Alexandria.

Esse passo decisivo para o autor desta Breve História, foi também marcante para a própria história do cordel no Brasil. A coleção retomava um importante veio de formação daquela forma poética: a adaptação de obras universais para a linguagem cordelística. No início do cordel, ainda em Recife, e mesmo depois de lá, com a sua consolidação, os temas e novelas universais sofreram essa releitura e, transportadas para as sextilhas ou setilhas típicas do cordel. Por esse novo veículo chegaram ao interior nordestino e povoaram o imaginário de muitas gerações. João de Calais, Carlos Magno, Oliveiros e Ferrabrás, a Donzela Teodora, os contos de As Mil e Uma Noites caminharam lado a lado com as histórias tradicionais nordestinas do boi misterioso, de João Grilo, das fábulas do tempo em que os animais falavam, das pelejas, etc.

Dizíamos da celebração do encontro e da oportunidade. A oportunidade surgida com a publicação deste livro é aquela que visa realmente anotar passos e percursos do cordel no Brasil. Não a repetição dos equívocos já apontados por nós. É o olhar de quem está por dentro do imbróglio cordelístico, como protagonista, como ator consciente do seu labor.  Não apenas como autor celebrado, mas, também, como gestor atento e cuidadoso. Quando apontamos esses predicados em Marco Haurélio não é com o intuito de louvá-lo com um palavreado típico de apresentações em compadrio. É o reconhecimento a quem que, com tão pouco idade, muito já fez pelo cordel e seus poetas. Foi com ele e ao redor dele que surgiu a Caravana do Cordel, movimento-escola, reunindo os melhores cordelistas da atualidade em São Paulo.

Como autor Marco já está devidamente entronado. Seus cordeis, desde O Heroi da Montanha Negra,  publicado pela Editora Luzeiro, A Megera Domada, pela  Nova Alexandria, O Príncipe Que Via Defeito em Tudo, pela Editora Acatu, A História do Saci-Pererê, pela Paulus, dão a dimensão de sua abrangência em termos de difusão e trabalho. Outros títulos tantos estão espalhados. Mas não é só. A sua face de pesquisador traz uma marca diferenciada. Enquanto os pesquisadores primeiros escreveram seus estudos abonados em seus gabinetes de trabalho —  muitos não recolheram uma página sequer em campo—, conversaram com um cantador ou um cordelista, compraram alguns folhetos ou gravaram falas de alguma cantoria, Marco recolhe desde há muito contos orais que em breve sairão em livro e que aos poucos os transforma em cordel, tendo a dignidade de informar a fonte e dar-lhe o crédito. No que se refere ao cordel  foi o responsável por descobertas preciosas no acervo da Luzeiro, detentora do maior acervo de cordel do Brasil.

Não nos resta dúvida, desde a leitura dos originais, da importância desta Breve História para os futuros pesquisadores. Nela, Marco Haurélio determina definitavamente as diferenças entre o cordel  e o poema matuto, coloca os pontos finais na tese que  aproximou o cordel  do repertório repentista dos cantadores do Nordeste, revisa a cronologia cordelística, identifica os principais pontos de produção, desfila as principais editoras e faz um mapa da produção contemporânea, apontando seus  principais autores. Repetimos: não é só. Além disso, toca com precisão num ponto controverso do cordel: as ilustrações. Retira o peso da xilogravura tida e havida desde a década de 80 como sinônimo de cordel e que, até hoje, ressoa no peito de alguns autores e amantes do cordelismo. Marco desfaz essa falácia e ensina o caminho. Elenca os produtores dessa arte, mas faz questão de deixá-la bem no lugar onde merece: ao lado do cordel, mas não se confundindo com ele.

Nesta Breve História encontraremos os diálogos mantidos entre o cordel e outras formas de arte, entre o cordel e outras produções literárias. Bem como a apresentação de nomes de importantes ilustradores que, com traços e cores bem distintos, dão ao cordel a força de ser tradição e vanguarda, de trazer continuação e ruptura, de ser arte e entretenimento, além de ser a única forma poética genuinamente brasileira. Ousamos afirmar sem qualquer receio que quem quiser saber o que é cordel encontrará aqui neste título da coleção Saber de Tudo a sua lanterna. 

O pavão misterioso

                     

O Romance do Pavão Misterioso é, talvez, o clássico mais importante do Cordel Brasileiro, bem como o mais conhecido. Aproveitado pela televisão, pela música e pelo teatro transformou-se em obra síntese, modelar. Acompanha essa fama o seu controvertido percurso histórico, hoje já devidamente esclarecido. É conhecida a história na qual o cantador e cordelista João Melquíades Ferreira apropriou-se do texto de José Camelo de Melo Resende publicando-o como se fosse seu.

Nesta edição reproduzimos o texto completo, sem alteração na sintaxe utilizada pelo autor. Perceba-se a sua estrita ligação com a construção linguística do português coloquial, na qual a estrutura da língua culta é subvertidaem favor do ritmo, da rima e da métrica, elementos fundamentais da poesia de cordel. Um desafio lúdico aos estudiosos da gramática e uma ferramenta pedagógica para o ensino/aprendizagem da língua padrão brasileira.

Ao optar por não adulterar o texto, oferecendo-lhe correções gramaticais, pensamos em preservá-lo da maneira como solidificou-se e estabeleceu-se no imaginário de várias gerações de leitores e admiradores. É claro que os puristas de plantão não pouparão suas críticas ao estilo livre e simples do autor, entretanto a narrativa do jovem apaixonado que rapta sua amada numa máquina maravilhosa, colocando a tecnologia a serviço da emoção, continuará empolgando e fazendo sonhar.

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