Cordel: sua história, seus valores, de Marco Haurélio e João Gomes de Sá

por aderaldo

                       

Muito já se falou no Brasil sobre o cordel. Muito já se escreveu. Muitos poetas tentaram contar sua história. Pesquisadores quiseram determinar-lhe a origem, bem como suas características. A maioria prendeu-se a elementos de difícil comprovação.Aalguns ficaram nos limites da repetição, enjaulados em seus gabinetes.

Você que vai ler este Cordel: sua história, seus valores terá um apanhado historiográfico resultado da pesquisa e da vivência dos autores, ambos envolvidos com o cordel desde a mais tenra idade. Ambos envolvidos no processo criativo e editorial cordelístico, apesar de jovens, respirando as rimas e as tintas da impressão.

Marco Haurélio é o poeta-pesquisador, autor magistral de versos preciosos, e também descobridor de talentos, conhecedor das minúcias poéticas. Tendo chegado a São Paulo veio direto para a Luzeiro estruturar as publicações e estudar o acervo e os poetas. Transformou-se no editor de sucesso, responsável pela difusão do cordel na metrópole paulistana.

João Gomes de Sá é o poeta, professor, xilógrafo e folheteiro. Autor de histórias bem trabalhadas com versos nada rústicos. Veio das Alagoas desafiar os arranha-céus com sua pauta poética, carregando centenas de imagens e promovendo o cordel. Conhecedor dos clássicos literários, arrastou-os pelo pescoço para o sertão dando-lhes novas cores.

Da conjunção desses dois poetas, surge esse mapa do cordel no Brasil, dos pioneiros aos nossos dias.  É uma aperitivo no qual o cordel fala de si mesmo, como se estivesse na varanda de casa, na cadeira de balanço, vendo desfilar, na amplitude do seu terreiro, os heróis desde Pirauá, entre Teixeira e Recife, até Julie Ane no Ceará de luz.

Esta segunda edição recebeu tratamento de clássico, clássico que já é. Nós que amamos e fazemos o cordel contemporâneo agradecemos a Marco Haurélio e João Gomes de Sá a oportunidade que temos de abrir nossos olhos e observar o nosso compromisso.  Temos certeza que, naquele futuro com o qual sonhamos, quando o cordel estiver vestido de sol, esta história do cordel terá sido das primeira luzes do século XXI.

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