O boi Cambaú

por aderaldo

Investigando a presença da civilização do couro no cordel, encontramos a ressurreição do boi Cambaú, de Boa Vista-PB, produzida pelo poeta Roniere Leite Soares, publicada em abril de 2011.

                                 

A saga do Cambaú fora contada em ABC pelo poeta boavistense Bento Sampaio no final do séc. XIX, passagem para o séc. XX. As 26 sextilhas do ABC foram reproduzidas por Egídio de Oliveira Lima em seu Folhetos de Cordel que, durante meus anos de adolescência, eu folheava na biblioteca do Centro Social Pio XII, em Areia-PB, e que o poeta Roniere cita como fonte para a historicização do afamado bovino. A marca endiabrada do Cambaú abre o folheto, na primeira contracapa: “O boi Cambaú nasceu no dia 6 de julho de 1894 no sítio Sãojoãozinho, de pelo preto e estrela cinzenta na testa…”

Adverte-se, entretanto, aos pesquisadores, que este folheto não está escrito nas tradicionais sextilhas do cordel. O poeta optou pelo quadrão, com rimas alternadas, em versos de 5 sílabas, a redondilha menor. Talvez para conseguir, semelhante à parcela, a leitura em galope, criando um efeito rítmico assemelhado à corrida de pega do barbatão. 

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